Há espaços onde o silêncio não é ausência de som, mas a partitura onde a história e a modernidade se encontram. No Palácio Nacional de Mafra, a engenharia deu lugar à harmonia para acolher o novo Museu Nacional da Música, uma obra que tivemos o privilégio de executar e que concluímos agora com sucesso.
A instalação deste museu num edifício de tamanha relevância foi, para nós, um projeto de rigor absoluto. Entre abóbadas seculares e a precisão das novas linhas, cada detalhe construtivo foi desenhado como um acorde perfeito. Onde a pedra antiga dita o ritmo, a nossa intervenção respondeu com trabalhos de reabilitação e adaptação funcional que respeitam profundamente a alma do Palácio.
Não se trata apenas de construir, mas de orquestrar. Implementámos soluções técnicas de elevada complexidade, adequadas à especificidade musical, garantindo que a tecnologia contemporânea serve a valorização global do património arquitetónico. Uma composição onde a nossa técnica é a sombra invisível do solista, assegurando conforto, funcionalidade e uma qualidade construtiva que perdurará no tempo.
Aqui, a arquitetura é música em permanência; um espaço preparado para a criação, o ensino e a fruição, onde cada instrumento encontra o seu lugar exato no diálogo entre o peso da herança e a leveza do futuro.
Afinámos o espaço para que a memória possa, finalmente, voltar a ressoar.
Um novo palco para a cultura, entregue com o selo de excelência da nossa equipa. Uma obra feita de precisão, respeito e alma.













